sexta-feira, 10 de junho de 2011

Maria Luiza Grossi Franco Neto (Malú Grossi)

A primeira vez a gente nunca esquece


A primeira vez, a vi apenas de longe, passando de navio entre a bota e a ilha. Montanhas, campos cultivados, pontes enormes. Era a Calábria. Mesmo de longe, a emoção foi muita. Nó na garganta, lágrima nos olhos, mas só vi de longe. Por que tanta emoção? O sangue calabrês se agitou nas veias. Meu avô era calabrês. Imigrante de um pequeno “paese” chamado Bonifati (Cosenza).
Minha paixão pela música italiana começou cedo. Ainda criança ficava extasiada ouvindo os primos entoarem belas árias de óperas, tarantelas e canções líricas italianas, muito ouvidas no Brasil daquela época.
Agora pude ver de perto a terra onde tudo começou para minha família. Meu avô era um bravo calabrês. De novo a emoção foi muito grande. A paisagem maravilhosa da costa calabresa vista do alto das montanhas, atravessando viadutos altíssimos e lindos. Aqueles desenhos de concreto, cravados no meio da vegetação, desafiando alturas e geografias me lembraram a coragem e os desafios enfrentados pelos imigrantes italianos, vindo em busca de uma vida nova “...in questa Merica. Cosa sarà questa Merica?”
Conhecer a Calábria, as cidades de origem grega, a comida e a pimenta deliciosas e ainda poder ouvir o menino Sasá tocando concertina e cantando a tarantela calabresa, para mim foi um prêmio, um presente. A alegria da música é contagiante. É impossível ouvi-la sem acompanhar com palmas e, às vezes, com o corpo. E o Etna visto de Reggio Calábria. Logo ali, depois do mar. Só suspirando!
Antonello e Gabriela, obrigada.Vamos voltar lá?
Um abraço aos calabreses,
Malu Grossi

Maria Luiza Grossi Franco Neto (Malu Grossi), advogada aposentada, casada com José Manoel Buarque Franco Neto. Tenho três filhos: Juliana, Fabio e Eduardo (todos com cidadania italiana como eu) e uma neta Marcela.


La prima volta non si dimentica


La prima volta l’ho vista soltanto da lontano, passando verso il Mediterraneo tra lo stivale e l’isola (Sicilia). Montagne, campi coltivati, ponti grandissimi. Era la Calabria. Malgrado da lontano, l’emozione è stata troppo forte. Nodo in gola, lacrime agli occhi, però l’ho vista solo da lontano. Ma perché tanta emozione? Il sangue calabrese si è mosso dentro le vene. Mio nonno era un bravo calabrese, immigrato da un piccolo paese detto Bonifati (Cosenza).
La mia passione per la musica italiana ha avuto un inizio precoce. Da bambina, mi deliziavo udire i cugini intonare le belle arie delle opere, tarantelle e molte canzoni italiane, molto ascoltate nel Brasile di quel tempo.
Adesso che ho potuto vedere da vicino la terra dove la mia famiglia ha avuto le origini, un’altra volta la stessa emozione. Il meraviglioso paesaggio dalla costiera calabrese, veduto da sú dalle montagne, attraversando viadotti altissimi e bellissimi. Quei disegni di cemento incastonati in mezzo alla vegetazione, sfidando l’altezza e geografia mi hanno fatto ricordare il coraggio e le sfide affrontate dagli immigranti italiani, venuti nella ricerca di una nuova vita “...in questa Merica. Cosa sarà questa Merica?”
Conoscere la Calabria, le sue città, comprese quelle di origine greca, il cibo e i peperoncini squisiti, e più di questo poter udire Il giovane Sasà suonare l’organetto, cantare e ballare la tarantella calabrese, è stato per me un premio, un regalo. La gioia della musica ci contagia così che è impossibile non seguire il ritmo con Il battito di mani e a volte con il corpo.
E l’Etna veduto da Reggio Calabria? Proprio lì, dopo il mare. Mi viene da sospirare!
Antonello e Gabriela, grazie. Quando torneremo?
Abraccio a tutti i calabresi
Malu Grossi


Maria Luiza Grossi Franco Neto (datta: Malu Grossi), avvocata in pensione, sposata con José Manoel Buarque Franco Neto. Ho tre figli: Juliana, Fabio e Eduardo (tutti con cittadinanza italiana come io) e una nipote Marcela.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Maria Silvia Barbin Laurindo


MARIA SILVIA BARBIN LAURINDO
Pertenço à segunda geração familiar de origem calabresa nascida no Brasil.
Minha avó, Emilia, legítima calabresa, era mãe de meu pai, Sylvio, médico, o mais jovem de cinco irmãos.
Não a conheci, infelizmente. Minha avó faleceu quando meu pai ainda era muito jovem, cerca de dezesseis anos.
Ficaram, no entanto, juntamente com uma fotografia em preto e branco, algumas recordações da vovó Emilia que retive desde a infância.
Para homenageá-la, batizei de Emilinha minha boneca favorita.
Minha avó era considerada vaidosa - gostava de estar sempre bem arrumada - e tinha reputação de brava.
Guardei na memória também a frase pronunciada em dialeto calabrês, tradição familiar que, até hoje, repito:" io no sacio quello que facio".
Assim também imagino devem ser a Calábria (que ainda não conheço) e sua gente: ao mesmo tempo, beleza e um certo quê de fúria. Mas uma fúria positiva, que não quer magoar ninguém, apenas expressar emoção, força e vigor.



Filha de Sylvio Laurindo e Lenny Carmen Barbin Laurindo Ascendência calabresa: Emilia Blasi Laurindo (avó paterna, nascida em 15/11/1889. Em solteira, Emilia Blasi. Casou-se com Raphael Laurindo, na verdade, Laurino). Nascimento: São Paulo, SP, Brasil. Ministra da carreira diplomática, Coordenadora-Geral do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais/ Ministério das Relações Exteriores
Formação: Colégio Dante Alighieri (São Paulo): Bacharel em Direito (USP): Curso de Formação e Preparação à Carreira Diplomática, Instituto Rio Branco, do Ministério das Relações Exteriores; Especialização em Relações Internacionais, Fondazione di Ricerche i Studi Internazonali, Firenze, Italia


MARIA SILVIA BARBIN LAURINDO

Appartengo alla seconda generazione di una famiglia di origine calabrese, e sono nata in Brasile.
La mia nonna, Emilia, legittima calabrese, era madre del mio padre, Sylvio, medico, il più Giovane di cinque fratelli.
Purtroppo non l’ho conosciuta. La mia nonna é morta quando mio padre era ancora molto giovane, sui diciassette anni.
Malgrado questo, sono rimasti, insieme ad una fotografia in bianco e nero, alcuni ricordi della nonna Emilia che ho conservato dall’infanzia.
Per renderle omaggio, ho battezzato di “Emilinha” la mia bambola preferita.
La mia nonna era considerata vanitosa – gli piaceva sempre essere ben vestita – e aveva la reputazione di essere brava.
Conservavo nella mia memoria una frase pronunciata in dialetto calabrese, di tradizione familiare, che ancora oggi ripeto:" io non sacciu chiddu chi fazzu" (io non so quello che faccio)
Così anche immagino la Calabria (che ancora non conosco) e la sua gente: allo stesso tempo, bellezza e un certo che di furia. Ma una furia positiva, che non vuole fare male a nessuno, appena esprimere emozioni, forza e vigore.


Figlia di Sylvio Laurindo e Lenny Carmen Barbin Laurindo Discendenza calabrese, nata a San Paulo, Ministro di carriera diplomatica, Coordinatrice-generale dell’Istituto di Ricerca delle Relazioni Internazionali / Ministero degli Esteri. Ha studiato presso il Collegio Dante Alighieri (San Paulo): laureata in Legge (USP): Corso di Formazione e Preparazione alla Carriera Diplomatica, Istituto Rio Branco, del Ministero degli Esteri; Specializzato in Relazioni Internazionali, Fondazione di Ricerche e Studi Internazionali, Firenze, Italia.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Márcio Dayrell Batitucci


Português:
Resgate da história e genealogia

A História da Família Batitucci, ao contrário de ter seu início nos campos Calabreses da Itália, estranhamente, começa aqui no Brasil, no Porto do Rio de Janeiro, no dia 30 de maio de 1893, com a chegada dos “irmãos Calábria”, Salvatore, Francesco e Giovanni, no navio Espanha, vindo de Porto de Nápoles.
E começa aqui no Brasil, nessa data, porque os “irmãos Calábria”, na realidade, eram oriundos da “Família Patitucci”, de Spezzano Albaneze, pertinho da cidade de Paola, Província de Cosenza, na Calábria, onde foram criados pelo velho Giuseppe Patitucci, na Via Carmine, 25.
Quando os três irmãos Patitucci embarcaram para o Brasil, naqueles difíceis tempos da Itália, foram orientados para que "não criassem dificuldades ou contestações em sua chegada e em seus primeiros contatos”, de modo a facilitar sua aceitação e sua integração à nova terra.
E aí, aconteceu o que não deveria ter acontecido: provavelmente, em seu primeiro contato com a “autoridade” que os recebeu no Porto do Rio quando, perguntados por seus nomes, responderam com aquele legítimo sotaque da Calábria: Salvatore, Francesco e Giovane Patitucci! Mas a “autoridade” entendeu “Batitucci” e, assim, começa a real história da Família Batitucci brasileira! ....
Na publicação "Imigrantes: 150 anos - Juiz de Fora", da Tribuna de Minas, em 31/ 05/2.000, podemos ler:
"...Nesse primeiro contato, ERA MUITO COMUM os nomes dos imigrantes serem aportuguesados, REGISTRADOS ERRADOS, ou RETIFICADOS, sem qualquer contestação ou correção por parte dos interessados...".
E, assim, os três irmãos, em um passe de mágica, viraram Salvatore, Giovanni e Francesco Batitucci!...
Na Região de Cosenza, Calábria, de onde vieram os irmãos “Batitucci”, por mais que se procure e se pesquise, não existe sequer um único indivíduo que tenha esse sobrenome "Batitucci". Em contrapartida, em várias cidades, vilas e vilarejos que fazem parte dessa Província, podem ser encontradas dezenas de pessoas com o sobrenome "Patitucci". Uma rápida olhada nas listas telefônicas desses conglomerados habitacionais da Calábria e de Cosenza, indicam a existência de várias famílias "Patitucci".
Na Certidão de Nascimento italiana do Giovanni, o sobrenome está claramente grafado como “Patitucci” . Quando aqui no Brasil, passou a se chamar “João”, o Giovanni alterou igualmente seu sobrenome para “Batitucci”.
Assim hoje no Brasil existem as duas “Famílias Batitucci e Patitucci”, essa última oriunda de outros imigrantes vindos alguns anos depois, da mesma região de Cosenza e todos pertencentes à Família original dos Patitucci.
Apesar desse contratempo inicial, que dificulta bastante a conquista da cidadania italiana para os membros da Família Batitucci, não há qualquer dúvida que essa Família é a mesma das origens calabresas de Spezzano Albaneze , sendo composta inicialmente por :
Giuseppe Patitucci e Lucrezia Rinaldi Patitucci, pais de:
1 - Salvatore Batitucci casado com Maria Pia dos Reis Batitucci (1º Casamento)
Salvatore Batitucci casado com Deolinda Moreira Batitucci (2º Casamento)
2 - Giovanni Batitucci casado com Elvira Augusta Batitucci
3 - Francesco Batitucci casado com Alvina Soares Batitucci
1 - A IMIGRAÇÃO ITALIANA PARA MINAS GERAIS
Ao contrário da maioria de imigrantes que se instalaram inicialmente nas lavouras de café de S. Paulo e outros Estados, os três irmãos Batitucci fizeram parte da grande imigração italiana que se destinou à região de Juiz de Fora-MG, nos anos de 1880 até o início do século XX.
Esses imigrantes italianos, Instalavam-se nessa região, em busca de uma vida melhor, fugindo de uma Itália sacudida por grandes crises políticas, econômicas e sociais, decorrentes da unificação do País, em 1870, e do processo de transição para o sistema capitalista. Cerca de 50 famílias, a maioria vinda do sul da Itália - das regiões de CAMPANIA e CALABRIA - fixaram-se na zona urbana, dedicando-se principalmente ao comércio a aos pequenos ofícios e manufaturas. A mão-de-obra desses imigrantes era empregada nas lojas, nas oficinas e nas obras.
Ao contrário dos demais italianos que povoaram outras regiões do País os imigrantes que chegavam à região de Juiz de Fora, não formaram colônias, não tinham direito a terras, nem incentivos para iniciar seus primeiros empreendimentos. A política de colonização e imigração estabelecida no Império, mudou com a aproximação da abolição da escravatura e a chegada da República. Não se pretendia valorizar e ocupar as terras com imigrantes agricultores, como no Sul.
A maioria dos que vieram ao final do século XIX, foi obrigada a abandonar os sonhos em sua terra natal, para sobreviver a longas jornadas em fábricas, comércios e fazendas. Seus dialetos e costumes perderam força e se misturaram aos hábitos nacionais.
A vida não foi fácil para esses italianos que deixaram a pátria nesse final de século. Sem trabalho, sem comida e sem dinheiro para sua sobrevivência, famílias inteiras abandonavam uma Itália afundada em crises.
Misturados a aventureiros imbuídos pelo sonho de "fazer a América", muitos italianos, todos eles classificados como "vindos da Lavoura", cruzavam as águas do Atlântico, às custas do próprio governo italiano, que lhes oferecia a passagem de ida para o Brasil e outros países do continente americano . Partiam dos Portos de NÁPOLES e GÊNOVA, enfrentando jornadas de até 20 dias, movidos pela esperança de encontrar terra e trabalho, como propagandeava o governo brasileiro, interessado principalmente na mão-de-obra estrangeira para substituir escravos nas fazendas de café, depois da abolição.
"...Entre 1826 e 1925 o total de imigração transoceânica, principalmente para as Américas e mais tarde para a Austrália, foi de DOZE MILHÕES de italianos. Como diz o economista Thomas Sowell, tratou-se do maior êxodo de um povo na história moderna (Revista Secolo XXI, no. 2, Fondazione Agnelli).
Esse êxodo, foi a soma enorme de tragédias individuais que, à dor da partida da Pátria, era acrescentada a angústia do desconhecido (Gli Italiani per le vie del Mondo - Luciano Segafredo).

"...Grupos de imigrantes se atropelavam no porto de Nápoles, com suas malas, despedindo-se dos parentes numa confusão enorme. O vapor com destino a Marselha, chamava com apitos estridentes. De lá, partiriam para a travessia do Atlântico em navios maiores, de acordo com o destino.
Em Gênova entraram outros imigrantes, falando dialetos diferentes e trazendo no coração a mesma mistura de angústia e esperança. Acabam-se ali as divergências regionais, procuram se entender na língua comum : eram todos italianos forçados a abandonar a Pátria...
...No dia 5 de dezembro de 1880, o navio francês " Savoir " chegava ao Porto do Rio de Janeiro, atracando no Caes Pharoux, hoje Praça XV..."
(Relato de uma Imigração: "A volta do Imigrante Italiano muitos anos depois" - Ausônia Perlingeiro Carneiro - Imprensa Oficial - Niterói - 2.000)
Muitos imigrantes italianos (inclusive os irmãos Batitucci), devem ter seguido roteiro parecido com esse relato da chegada de Francesco Perlingeiro, pai da autora Ausônia Perlingeiro, de Sto. Antônio de Pádua (RJ).
No fim do século XIX, Juiz de Fora era conhecida como a MAIS ITALIANA das cidades mineiras, onde aportaram um sem número de famílias, como os Batitucci, Zaghetto, Frateschi, Granato, Feller, Scarlatelli, Pífano, Cavallieri, Baldi, Ciuffo, Srimarco, Fazolato, Pagy, Caiaffa, Falci, Teperini, Colucci, Carelli, Picorelli, Scafuto, Rizzo, Filizola, De Giacomo, Bargini Dottore, Repetto, Grippi, Pantaleone, Arcuri, Mazzoccoli, Ronzani, Fantini, Freguglia, Imbroinise, Zappa, Storino, etc., etc.
Aqui chegando, os três irmãos Batitucci começaram a exercer a sua profissão de "sapateiros". A filha do Giovanni Batitucci, Reynalda, ainda viva, guarda uma lembrança desses primeiros tempos: uma fôrma de modelar sapatos, original, trazida da Itália.
Veja abaixo, fotos dessa fôrma:


Salvatore Batitucci, após sua chegada ao Brasil, fixou residência em Sobragy-MG (Belmiro Braga), nas cercanias de Juiz de Fora. Tinha uma Pousada, com restaurante, que atendia os fazendeiros e viajantes que vinham do interior e das fazendas, para esperar os trens da Central do Brasil que paravam na estação de Sobragy. Tinha também uma pequena fábrica de calçados, onde fabricava botinas.
Giovanni Batitucci deslocou-se para Conselheiro Lafayette-MG, onde inicialmente trabalhou como sapateiro ("consertador de sapatos"). Depois tornou-se um pequeno fabricante de sapatos masculinos e femininos.
Francesco Batitucci fixou-se em Juiz de Fora-MG, trabalhando também inicialmente como sapateiro. Depois, tornou-se um "pequeno industrial", tocando um curtume onde produzia couros tratados.
Essa é a História da Família Batitucci , única no Brasil e no mundo, depois de sua “transmutação” vinda da original “Família Patituccicalabresa” .

italiano:

Riscatto della storia e genealogia
La storia della Famíglia Batitucci, non ha avuto il suo inizio nei campi calabresi d’Italia, stranamente, inizia qui in Brasile, nel porto di Rio de Janeiro, il 30 maggio del 1893, con l’arrivo dei “Fratelli Calabria”, Salvatore, Francesco e Giovanni, con la nave Spagna, proveniente dal Porto di Napoli.
E inizia qui in Brasile, nella stessa data, perché i “fratelli Calabriain realtá, erano oriundi dellaFamiglia Patitucci”, di Spezzano Albanese, vicino la cittá di Paola, província di Cosenza, in Calabria, dove sono stati cresciuti dal vecchio Giuseppe Patitucci, nella Via Carmine, 25.
Quando i tre fratelli Patitucci inbarcarono per il Brasile, in quei difficili tempi d’Italia, sono stati orientati a “non creare difficoltá o contestazioni al loro arrivo e nei loro primi contatti”, per poter facilitare la loro accettazione e integrazione nella nuova terra.
E cosí, sucesse quello che non doveva succedere: probabilmente, nel loro primo contato con leautoritáche li hanno ricevuti nel Porto di Rio quando, hanno chiesto il loro nome, risposero con quella leggitima cadenza calabrese: Salvatore, Francesco e Giovanni Patitucci! Ma le autoritá capironoBatitucci” e, cosí, inizia la reale storia della Famiglia Batitucci brasiliana! ...
Nella publicazione “Imigrantes: 150 anni – Juiz de Fora”, della Tribuna di Minas, del 31/05/2000, possiamo leggere:
“....in quei primi contatti, ERA MOLTO COMUNEportoghesare” i nomi degli immigranti, REGISTRATI SBAGLIATI, o RETTIFICATI, senza qualsiasi contestazione o correzione da parte degli interessati ...”
E, cosí, i tre fratelli, con un passo di magica, diventarono Salvatore, Giovanni e Francesco Batitucci!...
Nella regione di Cosenza in Calabria, da dove vennnero i fratelliBatitucci”, per piú che si ricerca, non esiste nessuna persona che abbia il cognome “Batitucci”. Al contrario, in varie cittá, paesi e localitá della stessa província, possono incontrarsi decine di persone con il cognome “Patitucci”. Una rapida occhiata alle liste telefoniche di questi conglomerati abitazionali della Calabria e di Cosenza in specifico, indicano l’esistenza di varie famigliePatitucci”.
Nel Certificato di Nascita italiano di Giovanni, il cognome é chiaramente scritto come “Patitucci”. Quando qui in Brasile, inizió ad essere chiamato “João”, Giovanni alteró anche il suo cognome per “Batitucci”.
Cosí oggi in Brasile esistono le dueFamiglie Batitucci e Patitucciquest’ultima oriunda di altri emigranti venuti alcuni anni dopo, dalla stessa provincia di Cosenza e tutti appartenenti alla stessa famiglia dei Patitucci.
Malgrado questi iniziali contrattempi, che hanno difficoltato molto la conquista della cittadinanza italiana per i membri della Famiglia Batitucci, non c’é nessun dubbio che questa Famiglia e la stessa delle origini calabresi di Spezzano Albanese, composta inizialmente da:
Giuseppe Patitucci e Lucrezia Rinaldi Patitucci, genitori di:
1 - Salvatore Batitucci sposato con Maria Pia dos Reis Batitucci (1º Matrimonio)
Salvatore Batitucci sposato con Deolinda Moreira Batitucci (2º Matrimonio)
2 - Giovanni Batitucci sposato con Elvira Augusta Batitucci
3 - Francesco Batitucci sposato con Alvina Soares Batitucci

1 – L’IMMIGRAZIONE ITALIANA A MINAS GERAIS
Al contrario della maggioranza degli emigranti che si insediarono inizialmente nelle coltivazioni di caffè di San Paulo e altri Stati, i tre fratelli Batitucci hanno fatto parte della grande emigrazione italiana insediata nella regione di Juiz de Fora (Minas Gerais), negli anni dal 1880 fino allinizio del XXº secolo.
Questi emigranti italiani, si insediavono in questa regione, alla ricerca di una vita migliore, fuggendo da unItalia scossa da grandi crisi politiche, economiche e sociali, decorrenti dallunificazione del Paese, nel 1870, e dal processo di transizione verso il sistema capitalista. Circa 50 famiglie, la maggioranza provenienti dal Sud Italiadalle regioni della CALABRIA e SICILIA - si insediarono nella zona urbana, dedicandosi principalmente al commercio e allartigianato. La mano d’opera di questi emigranti era impiegata nei negozi, nelle officine e nelle costruzioni.
Al contrario della maggior parte degli italiani che popolarono altre regioni del Brasile, gli emigranti che arrivarono nella regione di Juiz de Fora, non formarono colonie, non avevono diritto a terreni, e a incentivi per iniziare i loro primi imprendimenti. La politica di colonizazzione e immigrazione stabilita dall’Impero, cambió con l’avvicinarsi dellabolizione della schiavitú e l’arrivo della Repubblica. Non si pretendeva valorizzare e occupare le terre con agricoltori immigranti, come nel Sud del Brasile.
La maggioranza di quelli che vennero alla fine del XIXº secolo, é stata obligata a abbandonare i sogni nella propria terra natale, per sopravvivere a lunghe giornate in fabbriche, commerci e fazende. Le proprie abitudini e dialetti perdettero forza e si mischiarono alle abitudini nazionali.
La vita non é stata facile per questi italiani che lasciarono la Patria in questo fine secolo. Senza lavoro, senza mangiare e senza soldi per la propria sopravvivenza, famiglie intere abbandonavono unItalia affondata nella crisi.
Mescolati a avventurieri incarnati dal sogno difare l’America”, molti italiani, tutti loro classificati come “provenienti dalla terra” attraversavano le acque dellAtlantico, a spese del proprio governo italiano, che offriva il biglietto d’andata per il Brasile e altri paesi del continente americano. Partivano dai porti di NAPOLI e GENOVA, affrontando fino a 20 giornate di mare, spinti dalla speranza di incontrare terra e lavoro, come propagandava il governo brasiliano, interessato principalmente a mano d’opera straniera per sostituire gli schiavi nelle fazende di caffé, dopo l’abolizione della schiavitú.
"...tra il 1826 e il 1925 il totale dellemigrazione trans-oceanica, principalmente per le Americhe e piú tardi per l’Australia, é stata di DODICI MILIONI di italiani. Come disse l’economista Thomas Sowell, si trattó del maggiore esodo di un Popolo nella storia moderna...” (Rivista Secolo XXI, nº 2, Fondazione Agnelli)
Questo esodo, é stato la somma di enormi tragedie individuali che, al dolore dalla partenza dalla Patria, si univa l’ansia dello sconosciuto. (Gli Italiani per le vie del Mondo Luciano Segafredo).

"...Gruppi di emigranti si ammassavano nel porto di Napoli, con le loro valigie, dicendo addio ai loro parenti in mezzo a un’enorme confusione, Il piroscafo diretto a Marsiglia, chiamava allimbarco con stridenti fischi. Dipartivano per la traversata Atlantica con navi maggiori a seconda della destinazione. In Genova inbarcavano altri emigranti, parlando dialetti differenti portando nel cuore la stessa miscela di angustia e speranza. Finivano li le divergenze regionali, cercavano di capirsi nella lingua comune: erano tutti italiani forzati a abbandonare la Patria.
...Nel giorno 5 di dicembre del 1880, la nave francese "Savoir" arrivava al Porto di Rio de Janeiro, attraccando nel Molo Pharoux, oggi Piazza XV..."
(Relato di una emigrazione: "A volta do Imigrante Italiano muitos anos depois" - Ausônia Perlingeiro Carneiro - Imprensa Oficial - Niterói - 2.000)
Molti emigranti italiani (inclusi i fratelli Batitucci), hanno seguito lo stesso tragitto descritto dallarrivo di Francesco Perlingeiro, padre dellautrice Ausônia Perlingeiro, di Sto. Antônio de Pádua (RJ).
Alla fine del XIXº secolo, Juiz de Fora era conosciuta come la PIÚ ITALIANA delle cittá dello Stato di Minas Gerais, dove sbarcarono un certo numero di famiglie, come i Batitucci, Zaghetto, Frateschi, Granato, Feller, Scarlatelli, Pífano, Cavallieri, Baldi, Ciuffo, Srimarco, Fazolato, Pagy, Caiaffa, Falci, Teperini, Colucci, Carelli, Picorelli, Scafuto, Rizzo, Filizola, De Giacomo, Bargini Dottore, Repetto, Grippi, Pantaleone, Arcuri, Mazzoccoli, Ronzani, Fantini, Freguglia, Imbroinise, Zappa, Storino, etc., etc.
Qui arrivando, i tre fratelli Batitucci iniziarono a praticare la loro professione dicalzolai”. La figlia di Giovanni Batitucci, Reynalda, ancora viva, conserva un ricordo di quei primi tempi: una forma originale per modellare scarpe, portata direttamente dallItalia.

Guarda sotto, le foto di questa forma:


Salvatore Batitucci, dopo il suo arrivo in Brasile, fissó la propria residenza in Sobragy-MG (Belmiro Braga), nelle vicinanze di Juiz de Fora. Aveva una Locanda, con ristorante che attendeva i fazenderi e viaggianti che venivano dalle campagne e dalle fazende, per aspettare i treni della Centrale del Brasile che si fermavano nella stazione di Sobragy. Esisteva anche una piccola fabbrica di scarpe, che fabbricava stivali.
Giovanni Batitucci si transferi a Conselheiro Lafayette-MG, dove inizialmente lavoró come calzolaio. Piú tardi divenne un piccolo fabricante di scarpe per uomo e donna.
Francesco Batitucci si fissó in Juiz de Fora-MG, anche lui lavorando inizialmente come calzolaio. In seguito, divenne un “piccolo industriale” conducendo una conceria che produceva pelli.
Questa é la Storia della Famíglia Batitucci , unica nel Brasile e nel mondo, dopo la sua “trasformazione” venuta dall’originale “Famíglia Patitucci” calabrese” .

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Lucia Sonaglio


Português

MINHA HISTORIA ITALIANA
Pode ser que a minha história seja um pouco diferente de todas aquelas contadas aqui.
Inicialmente, minha origem biológica não é calabresa, mas sim, bergamasca e bresciana.
Não sei de onde nem por quê, um belo dia, me deu uma vontade maluca de estudar italiano.
Tinha já 56 anos.
Algo que estava escondido dentro de mim resolveu gritar: minhas origens, o meu sangue italiano que dormia por todo este tempo.
Talvez por ter obtido já, na época, minha cidadania italiana, possível graças ao empenho de meu abençoado primo Marcos, que havia feito, há alguns anos, a parte mais difícil de um processo de cidadania. Baseado no seu processo foi muito mais fácil conseguir os documentos de meus pais, dos meus filhos e agora dos meus netos.
Bem, voltando ao estudo do italiano. Comprei alguns livros, gramática e dicionário e me muni de muita boa vontade. Já tinha aprendido inglês sozinha havia pouco tempo, morando nos Estados Unidos, uma outra língua seria mais fácil ainda.
Admirava-me pela maneira fácil como aprendia. Parecia que tudo estava já dentro da minha cabeça esperando o momento oportuno para manifestar-se. Dei-me conta, então, que a razão dessa rapidez no aprendizado devia-se ao dialeto trentino (talian) que se falava na casa dos meus avós com os quais cresci.
Depois de alguns meses de estudos decidi gastar minhas economias indo para a Itália. Escolhi Roma por me parecer o lugar mais adequado para conseguir um trabalho que me mantivesse por lá um tempo, o mais longo possível, e também porque tinha um amigo italiano que morava lá e tinha vivido no Brasil.
Mas a minha verdadeira historia italiana começa depois do meu desembarque em Roma, em abril de 2006.
Quando comecei a frequentar os lugares e a trabalhar parecia-me que já tinha vivido aí. Tudo me era familiar: a língua, a comida, a maneira como as pessoas falavam e comportavam- se, as pequenas injúrias e as frases de todo dia. Comecei a me sentir como se eu estivesse voltando para casa.
Sentia a presença de minha avó paterna, com a qual fui criada, parecia que ela estava ali ao meu lado. O mais incrível era que todas aquelas coisas tinham feito parte de nosso quotidiano: a comida, a maneira das pessoas falarem e de se comportarem. Enfim, o modo italiano de conduzir e fazer as coisas. Comecei a sentir uma emoção muito grande que muitas vezes me fez chorar.
Tenho certeza que ela gostou muito da idéia de eu ter ido para lá. Penso que ela gostaria de ter feito isto.
Doravante me enamorei da Itália como se tivesse descoberto meu grande amor.
Devo salientar que na nossa casa, só eu falava português, pelo que me lembro, meus avós falavam apenas o dialeto (talian).
Permaneci seis meses em Roma trabalhando e passeando e depois fui para a Sardenha, Caliari e lendo Grazia Deledda encantei-me pela historia de tenacidade do povo antigo da ilha, das paisagens encantadoras e das pessoas maravilhosas. Identifiquei-me com eles pela tenacidade com que essas pessoas antigas tinham transformado montes íngremes, pedras e areia em cidades maravilhosas, ricas e acolhedoras, que são visitadas por milhares de turistas ao ano.
Antes de voltar para o Brasil passei mais um tempo viajando, conhecendo a Costa Amalfitana, Napoli, Sorrento e outras.
Vocês devem estar se perguntando: ”mas de onde vem a sua história calabresa?”
Não tinha conhecido ainda a Calabria, Reggio, sobretudo.
De volta ao Brasil, em janeiro de 2007, conheci uma calabresa de Lamezia Terme, que mora no Brasil há mais ou menos 12 anos, comecei fazer conversação com ela para manter-me atualizada e também aprender mais a língua.
E foi por sugestão dela que fui parar na Calabria, Reggio, em 2009, para fazer um curso para formação de professores de Italiano na Universidade Dante Alighieri. Fiquei ali por um ano.
Recebi meu diploma no dia 26 de junho. Em julho fiz uma tradução de 760 páginas do italiano para o português e depois elaborei e apresentei um documentário sobre o Brasil.
Aproveitei dezembro para conhecer outras cidades, como Firenze, Pompei, Salerno, junto com minha família que tinha chegado.
Reggio Calabria,
Quantos amigos queridos fiz aí.!!!...quantas coisas maravilhosas vivi aí...quantas conquistas realizei aí!
Quantos agradecimentos à minha querida Universidade Dante Alighieri e seus professores. Aos meus queridos amigos Rosa e Nino junto aos quais elaborei um documentário sobre o Brasil, horas intermináveis de discussão e construção do italiano que me enriqueceram de maneira especial e os enriqueceram com conhecimento de nossas diversas realidades, boas e não tão boas.
Meu amigo especial Cristiano que foi de importância fundamental para elaboração do documentário.
Minhas amigas para sempre Suor Ires e Suor Assunta que me acolheram em sua casa; Felice e Ecio sempre disponíveis para me auxiliar com trabalhos no computador. Meus doces amigos Giuseppe e Bruno.
Mas para não tornar esta lista de nomes calabreses os quais fizeram minha permanência ali ser saudosa para sempre, paro por aqui com muita, mas muita saudade
Devo dizer aqui que em breve começarei a tradução do livro do meu querido professor e amigo Francesco Idotta: ” Luogo dei Luoghi”.
Tinha em frente a mim, quando abria a janela, o Etna e o mar durante o dia, e à noite tinha a lua que vinha bisbilhotar minha intimidade. Tinha também um pôr-do-sol esplêndido quando o dia cedia lentamente lugar à noite e ao brilho das estrelas.
Tinha Messina corajosa, que se reconstruiu a duras penas depois de tantos tremores que a reduziram a nada, como o último terremoto de 1908 e que às vezes se escondia temerosa por trás da densa neblina e que parecia suspensa como quando ocorre o fenômeno chamado Fada Morgana.
Tanta saudade me chama para retornar dentro em breve.
Devo falar um pouco da Sicilia, de Palermo. Povo especial, gente sempre disposta a bater um bom papo e explicar detalhadamente o que você pergunta.
Agrigento e a sua magnificência grega, terra de Pirandello, cuja casa ainda está lá esperando ser visitada. Taormina, puro sonho e encanto. Cefalù!!!!!
O encanto das plantações de laranjeiras que fazem da Sicilia um grande tapete amarelo perfumado do mais doce dos perfumes. A nostalgia que nos passam as casas abandonadas há muito por causa da pobreza, da falta de perspectiva e do descaso político.
Porém da próxima vez devo conhecer a terra de meus antepassados.Terra que deixaram, nos idos 1875, junto com milhares de outros, meus bisavós Alexandre e Lucia e aqui enfrentaram a saudade, o trabalho duro, a solidão, a selva, as doenças e todas as privações que podemos imaginar para aquela época no bom e velho Rio Grande do Sul. Mais especificamente Linha 11, hoje Serafina Correia.
Na minha próxima volta à Itália irei a Bergamo e Brescia para certificar-me das minhas origens. Não as biológicas, estas eu já as conheço. Mas aquelas certezas que vêm do coração e são ditadas por um não sei o quê inenarrável. Só assim terei a certeza cósmica de meu verdadeiro sangue: aquela que transcende a certeza biológica e contradiz a lógica: o amor e a acolhida incondicional do “meu diferente”.
Reggio Calabria certamente retornarei para revê-la. Para sentar-me em frente ao teu mar e olhar o sol se escondendo por de trás do Etna, num dia de verão.
Espere-me!!!!!!

italiano:
LA MIA STORIA ITALIANA
Può darsi che la mia storia sia un pó diversa da tutte quelle raccontate fin qui.
Per cominciare, la mia origine biológica non è calabrese, ma bergamasca da parte di nonno paterno e bresciana dalla parte di mia nonna.
Non so perché, un bel giorno sono stata colpita da una voglia immensa di cominciare a studiare italiano. Avevo già 56 anni.
Qualcosa nascosta dentro di me ha deciso di gridare: le mie origini, il mio sangue italiano dormiente per tutto questo tempo..
Forse per avere già, a quell’epoca, ottenuta la cittadinanza italiana, grazie al mio benedetto cugino , Marcos Sonaglio, che aveva fatto la parte più difficile del procedimento. Basandomi sul suo processo è stato più facile ottenere la mia cittadinanza.
Bene, adesso ritorniamo allo studio dell’italiano. Ho comprato alcuni libri, un dizionario, una grammatica, alcuni quaderni e mi sono munita di molta buona volontà. Siccome avevo già imparato l’ inglese da poco, abitando negli Stati Uniti, credevo che mi sarebbe stato ancora più facile imparare un’altra lingua.
Mi spaventavo del modo veloce come imparavo. Sembrava che tutto fosse già dentro la mia testa , che aspettasse solo l’ opportunità per venire fuori. Mi sono accorta allora che la ragione di questo apprendimento così veloce era dovuta al dialetto trentino che si parlava a casa dei nonni con cui sono cresciuta.
Dopo alcuni mesi di studio ho deciso di spendere i miei risparmi partendo per l’Italia. Ho scelto Roma perché mi pareva essere il posto più facile per trovare un lavoro che mi mantenesse lì per un período più lungo possibile e anche perché avevo lì un amico italiano che era vissuto in Brasile.
Però la mia vera storia italiana è cominciata dopo il mio sbarco a Roma, ad aprile del 2006.
Quando ho cominciato a frequentare i luoghi e a lavorare tutto mi sembrava famigliare, come se avessi già vissuto tutto quello che stavo vivendo : la lingua, il cibo, il modo come le persone parlavano e si comportavano, le piccole ingiurie e le frasi di tutti i giorni tra amici e famigliari. Mi sentivo come se stessi ritornando a casa dopo tanti anni dal momento che avevo lasciato la casa dei nonni per fare la mia vita.
Sentivo la presenza di mia nonna paterna, da cui sono stata cresciuta; sembrava che lei fosse lì accanto a me. Il più incredibile é che tutte le cose hanno fatto parte della nostra vita come contadini. Insomma, il modo italiano di condurre le cose era nel mio sangue. Sentivo una emozione così forte che molte volte mi faceva piangere.
Ho assoluta certezza che mia nonna ha approvato la mia decisione di andare in Italia. Penso che le sarebbe piaciuta andarci pure lei.
D’allora in poi mi sono innamorata dell’Italia come se avessi scoperto il mio grande amore. Questa passione rimane fin’oggi.
Devo sottolineare qui che a casa nostra solo io parlavo portoghese; da quello che mi ricordo, i miei nonni parlavano il dialetto (talian).
Ho vissuto sei mesi a Roma lavorando e passeggiando e dopo sono partita per la Sardegna; a Cagliari, leggendo Grazia Deledda, mi hanno incantata le storie di tenacia del popolo antico dell’Isola, dei paesaggi magnifichi e di quelle persone meravigliose. Mi sono identificata con loro per questa tenacia con la quale hanno trasformato monti aspri, sassi e sabbia in città grandiose, ricche e accoglienti, visitate da migliaia di turisti all’anno.
Prima di ritornare in Brasile ho trascorso un bel periodo viaggiando, visitando la Costiera Amalfitana, Napoli, Sorrento.
Voi vi state chiedendo: “da dove viene la sua storia calabrese?”
Non avevo ancora conosciuto la Calabria, Reggio soprattutto.
Ritornando in Brasile, nel gennaio 2007, ho conosciuto una calabrese di Lamezia Terme, che abita qui già da 12 anni più o meno, parla benissimo il portoghese e con lei ho cominciato fare conversazione di italiano per mantenermi aggiornata ed espandere la conoscenza. Ed è stata per suggestione sua che sono andata a Reggio, nel 2009, per fare il corso di formazione docenti all’ Università per Stranieri “Dante Alighieri”. Sono rimasta lì per un anno.
Mi sono laureata con lode il 26 giugno. A luglio ho lavorato su una traduzione di 720 pagine dall’ italiano al portoghese e dopo ho preparato e presentato un documentario sul Brasile.
Ho approfittato il periodo di dicembre per conoscere altre città, tra cui Firenze,Salerno, Pompei insieme ai miei che sono venuti lì.
Quanti cari amici ho fatto a Reggio!!!!!!!! Quante cose meravigliose ho vissuto lì....quante conquiste sono state raggiunte lì.....
Quanto ringrazio la mia cara Università Dante Alighieri e i suoi cari professori, di cui ho “saudades” profonde. AI miei carissimi amici Rosa e Nino con cui ho elaborato il mio documentario sul Brasile. Ore interminabili di lavoro e ricerche, di discussioni e costruzione dell’italiano, che ci hanno fatto arricchire tutti, con la conoscenza delle nostre realtà, belle e anche purtroppo non belle.
Mio speciale amico Cristiano persona fondamentale per la elaborazione del documentário.
Mie care amiche per sempre Suor Ires e Suor Assunta, le quali mi hanno accolta in casa loro; Felice e Ezio sempre disponibili per aiutarmi con il computer e in altre difficoltà. Miei dolci amici Giuseppe e Bruno.
Tutti i miei professori carissimi, alcuni di più, altri un pò di meno. Ma per non fare diventare troppo lungo questo elenco di calabresi che hanno reso indimenticabili i giorni e indelebili gli avvenimenti vissuti lì, mi fermo qui con molta, ma molta nostalgia.
Devo dire che presto comincerò la traduzione del libro “Luogo dei Luoghi” del mio professore e particolare amico Francesco idotta.
Avevo davanti alla mia finestra l’Etna e il mare durante la giornata e di notte avevo la luna che veniva a curiosare la mia intimità.
Avevo il tramonto splendido quando la giornata cedeva posto, pian piano, alla notte e al luccicare delle stelle.
Avevo anche Messina coraggiosa, che si è ripresa a malapena , dopo tante scosse , dai terremoti e maremoti,l’ultimo, che l’ha annientata, nel 1908. Messina che alle volte si nasconde timorosa, come sospesa tra la nebbia del fenomeno chiamato “Fata Morgana”.

Tanta nostalgia che mi chiama per tornare presto.
Devo parlare un po più della Sicilia, di Palermo. Un popolo particolarmente cortese; persone sempre disponibili a chiacchierare un po’, che ti spiegano a lungo qualcosa che tu domandi.
Agrigento e la sua magnificenza greca, terra di Pirandello, la cui casa è ancora lì che ci aspetta . Taormina , puro sogno e incanto. Cefalù!!!!!!!!!!!!!!
Altro incanto: le piantagioni di agrumi, che fanno della Sicilia un grande tappeto giallo profumato di uno dei più dolci profumi. La nostalgia che ci comunicano le case abbandonate a causa della miseria, delle false prospettive e dell’ imprevidenza politica.

Però la prossima volta devo andare a conoscere la terra dei miei antenati. Terra che hanno lasciato, nel lontano 1875, assieme a migliaia di altri, i miei bisnonni Alessandro e Lucia, e qui si sono affaciati alla nostalgia, al lavoro sodo, alla solitudine, alla giungla, alle malattie e a tutti i tipi di privazioni che non possiamo immaginare, nel vecchio e buon Rio Grande del Sud, più specificamente “Linha 11”, oggi “ Serafina Correa”.
Nel mio prossimo ritorno in Italia andrei a Bergamo e a Brescia per accertarmi delle mie origini. Non quelle biologiche, queste già le conosco. Però quelle certezze che vengono dal cuore e sono dettate da un non so cosa di inenarrabile. Solo così avrò la certezza delle mie origini cosmiche , quelle che trascendono la certezza biológica e contraddicono la logica: l’amore e l’accoglienza incondizionata del “mio diverso”
Reggio Calabria, sicuramente ti tornerò a vedere. Ci andrò sicuramente. Se ce l’ho il sangue calabrese o no, non importa. Importa l’amore e l’accoglienza che ho trovato lì.
Voglio sedermi davanti al tuo mare e guardare il sole tramontante dietro l’Etna, in un giorno d’estate.
Aspettami!!!!!!

Lucia Terezinha Sonaglio
Nata il 27 gennaio 1948
Figlia di Pasqual Sonaglio e Ines Bocchi Sonaglio
Nella piccola città di Ponte Serrada, provincia di Santa Catarina, al sud.
Figlia e nipote di contadini.
Abito a Curitiba, provincia di Paraná.
Insegnante di lingue.